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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Silencio dos Cordeiros

Ontem à noite revi o premiadíssimo clássico “O Silencio dos Inocentes” (“The silent of the Lambs” – EUA – 1991). Em uma magnífica interpretação do britânico naturalizado americano, Sir Philip Anthony Hopkins, em papel que lhe deu o Oscar de Melhor Ator, viveu o que seria o início de uma série de filmes a respeito do canibal Hannibal Lecter. Personagem criado por Thomas Harris e imortalizado no cinema por Joannathan Demme. Hopkins é parente distante de Richard Burton, que o influenciou na decisão de ser ator. Contracenando com ele, Jodie Foster dando vida à agente especial do FBI, Clarice Starling, papel de que deu a ela o Oscar de Melhor Atriz. Jodie iniciou sua carreira artística fazendo comerciais da Coppertone, quando tinha apenas três anos de idade. Na infância fez vários filmes da Disney e aos quatorze anos chegou à fama em Taxi Driver, de Martin Scorsese, dividindo a tela com ninguém menos que Robert De Niro. Poucos anos depois, a tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, baleado por um psicopata chamado John Hinckley, lhe causaria um grave conflito emocional e psicológico, com a revelação feita por Hinckley de que o ato visava chamar a atenção de Jodie, por quem era platonicamente apaixonado e a quem seguia de longe há meses no campus da Universidade de Yale, onde ela estudava, e que havia assistido Taxi Driver por mais de quarenta vezes apenas para vê-la na tela.
 O Silencio dos Inocentes, também recebeu o Oscar nas categorias de Melhor Filme (Edward Saxon, Kenneth Utt e Ronald M. Bozman), Melhor Diretor (Jonathan Demme) e Melhor Roteiro Adaptado (Ted Tally), além de ter sido também indicado nas categorias de Melhor Edição (Craig McKay) e Melhor Mixagem de Som. No filme seguinte da série, Clarice passa a ser interpretado por Julianne Moore, infelizmente.
Cada vez que assisto este filme, descubro uma novidade, que passou despercebido nas vezes anteriores que vi. Nesta, foi no final, já na apresentação dos créditos. Depois de uma seqüência extremamente tensa, na escuridão do porão de Buffalo Bill, o serial killer caçado por Clarice, o filme parece terminado quando ela recebe a ligação do Dr. Lecter, que aparece livre nas ruas do Haiti, indo atrás do crápula do Dr. Chilton. A novidade é que a rua mostrada, poderia ser de qualquer uma das cidades praianas do nordeste, o que reforça as palavras de Caetano, de que o Haiti é aqui.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Outro filme do bom


Neste último Domingo, revi o filme Ladrão de Casaca (To Catch a Thief - 1955). Vencedor do Oscar na categoria melhor fotografia a cores, recebeu também indicação nas categorias de melhor figurino para filmes coloridos e melhor diretor de arte para filmes coloridos (quando ainda havia este tipo de diferenciação). Estrelado por Cary Grant e a deslumbrante Grace Kelly, é considerado o filme mais romântico de Alfred Hitchcock. Este suspense, conta a história do ex-ladrão John Robie (Grant), conhecido como “Gato”, que é acusado de uma série de roubos de jóias, e para não voltar para a cadeia, decide ele mesmo encontrar o verdadeiro ladrão. Conhece então Frances Stevens (Grace), e decide fazer dela uma isca para pegar o real culpado pelos roubos.
Mantendo o costume, Hitchcock surge em uma cena do filme. Logo no início, ele aparece sentado ao lado de Grant, em um ônibus que o “Gato” usa para fugir da polícia que o persegue. Em uma cena de perseguição com carros, Grace dirige um carro em alta velocidade, com Grant a seu lado, na mesma estrada onde, 27 anos depois, viria a sofrer um acidente automobilístico, com sua filha Stéphanie, que a levou a morte. Grace casou-se em 1956 com o Príncipe Rainier III, de Mônaco, e teve três filhos, Caroline (1957), Albert II (1958) e Stéphanie (1965). Cary Grant, nascido Archibald Alexander Leach, em Bristol, Inglaterra, em 1904, faleceu em Davenport, EUA, em 1986. Tem uma invejável filmografia de mais de setenta filmes, mas só veio a receber um Oscar honorário, em 1970. Conta-se que Ian Fleming o teve como modelo para criar a figura de 007, e que ele foi convidado para viver o famoso detetive, mas recusou. Foi então aceito o convite por Sean Connery.
Voltando ao filme, além de uma boa trama, as paisagens da Riviera Francesa são sensacionais, e é divertimento do bom.