Eu queria deixar uma mensagem, a todos que deram-me a honra de por aqui passarem, mas por mais que eu buscasse inspiração e transpiração, nada me surgia. Acho que é o cansaço de final de ciclo. Então me surgiu a idéia de recorrer aos poetas, e logo me veio em auxílio Mário Quintana, com uma mensagem vinda dos recantos celestiais. Então, deixo que ele diga:
Esperança
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Um Feliz 2011, cheio de poemas.
Um comentário:
Feliz 2011, pai! Vou comentar seu texto com outra poesia, pois poesia trocada não dói!
"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
[...] você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
[...] Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
[...]Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."
(Carlos D. de Andrade)
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