
Ontem vi pela enésima vez, um clássico do cinema: "A Noviça Rebelde" (The Sound of Music), filme americano de 1965, que levou cinco Orcars (inclusive o de melhor filme) e ainda foi indicado para outros cinco. Julie Andrews foi indicada como melhor atriz, mas acabou perdendo para outra Julie, a Christie (musa de Dr. Jivago).
Menos mau, pois já havia ganho em 1965, pela sua magnífica interpretação de Mary Popins.
O filme originou-se de um musical da Broadway, cuja história narra a vida da família de cantores Von Trapp da Áustria. As canções são da autoria de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II, com roteiro de Ernest Lehman. O que talvez alguns não devem saber é que este filme conta uma história verídica da família de cantores Von Trapp, mostrando desde os dias da então noviça 'Maria' (que antes de se tornar 'Von Trapp' tinha como sobrenome 'Kutscher') num convento em Salzburgo, na Áustria, até o momento em que a família foge do país quando este é ocupado pelos nazistas. Quando os nazistas dominam a Áustria, o capitão é convocado para servir na marinha alemã. A família decide, então, fugir de carro através da fronteira. Mas as fronteiras são fechadas e eles se vêem obrigados a caminharem pelas montanhas. Numa das mais emocionantes sequências do cinema, embalada pela canção Climb Ev'ry Mountain, o filme termina com a família nas montanhas, mostrando a importância de viver em família, um ajudando ao outro. Algo raro, nos dias de hoje.
Em dias de guerra ao vivo, mostrada em cadeia nacional, ver uma obra prima como esta, faz bem à alma.
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