Aqui deixo meus comentários sobre o cotidiano. Minhas idéias, meu jeito de ver o mundo, minhas lembranças, enfim...um pouco de mim.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Momentos
Como há muito já disse Vinicius, hay dias que no se lo que me pasa, e aí bate uma baita de uma saudade arretada no peito, que de tão grande tem que explodir em algum canto, e desta vez explodiu nas extremidades dos dedos, que furiosos estão agora a martelar as teclas desta pobre máquina, a compor este juntado de letras e idéias. Quem sabe talvez martelasse nas teclas de algum piano, se tocar eu soubesse, ou talvez se transformasse em poesia, se talento tivesse. Hoje a danada que bateu, foi a lembrança de tempos que me sentava com uma roda de amigos, muita conversa boa e cerveja gelada. De quando em vez um escocês, do legítimo, afinal também éramos dignos desse privilégio. Rolava um violão, que era mal tocado, mas a tudo misturado, parecia que nem era. Sem falar do clima de paz que a tudo emoldurava, dando impressão que o relógio havia parado, envolvido que estava nesta aura iluminada. Concordo contigo, está um tanto rebuscado este texto, e nem tento arranjar desculpa, mas se eu ficasse mais tampo escolhendo palavras, a dor calava mais fundo. Então, deixo escapar cada letra, como água que sai pelo ladrão da caixa d´água. Surgem imagens na minha mente, como se a um filme olhasse. Vejo o Giba, que de tanto que gosta de música, hoje tem um dos melhores cantos da rede, para saber desta arte. Creio que é o carioca mais paulista que conheci. Eu, ele e o Daniels, sentados no chão, soltamos a voz sem a menor cerimônia. É claro que havia mais gente, aliás as vezes, muito mais gente. Conosco, quase sempre estava um japonês, que gostava tanto de samba, que alguns juravam que à noite, quando chegava em casa, abria um zíper nas costas, tirava a fantasia, e de lá saía um crioulo com pixaim e tudo que tem direito. Aliás, já que lembramos do Maeda hoje, dezesseis de setembro, é dia do seu aniversário. Grande Alberto, sinta-se abraçado. E eu preciso deixar aqui registrado, que ele é a pessoa que me mostrou a maior prova de amizade, de toda minha vida. Em um momento difícil dela, ele não me perguntou nada e não me disse nada, tão somente fez colocar a sua presença à minha frente, e fizemos o que para ser feito havia. Mas essa vida era feita também de outras personagens, mas isso fica para um outro derrame. Tenho certeza que os atores que por ali passaram, certamente irão lembrar de uma história, de uma passagem, e talvez sintam vontade de comentar. Fiquem à vontade, é para isso mesmo que esse canal existe. Abraço, fico por aqui, agora com o coração já em ritmo moderato. E para fechar também com o poetinha, não tem nada não, tenho meu violão. Todavia.
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Um comentário:
Ei, eu tb estava!!! huahuahuauha
Pai, bons tempos que nossa casa vivia repleta de amigos, de cerveja, de música... Tb sinto muita falta de musica par cantar, pra berrar, ou sei lá!!!!
SAUDADES
TE AMOOOOOO.....
MARTHA
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