sexta-feira, 29 de julho de 2011

Mercadologia do favorecimento.

Se realmente há uma constante reverberação do sinótico linguajar de uma límpida e cristalina sensação de súbito acaloramento, então este degringolar de afazeres, resulta em uma rápida e decisiva consternação.

Isso ocorre, devido às constantes tentativas de alinhamentos de astros das mais infindáveis constelações, que nos faz recordar de antigos elementos deixados à mercê da história, para que servissem, talvez, de uma postulação incongruente de insanidade, que a partir de um ponto de vista mais hipoalérgico, conduz todo o hemisfério setentrional, a uma relutante conexão de dislexia.

Ora, se nós, seres intergalácticos que somos, conseguimos nos aprimorar de celuloides inclementes de pura revelia, logo toda a incompleta cardiopatia apresentada, resultará de amores perfeitos, mas não infinitos.

Se continuarmos nessa linha de apresentação, poderemos concluir mais adiante que, embora perplexos, acabaremos em um infinito amplexo solar, de forma a regurgitar todo um passado de solventes definidos como automobilísticos.

Dessa forma, concluindo meu mais preclaro raciocínio, consigo sem relutância, afirmar peremptoriamente que: jamais, em momentos ímpares de nossa seleta competição, sequer encontramos significados incólumes.

Caso tenha tomado a semelhante decisão de, tal como este escriba, perder o seu tempo e o de outros incautos leitores, publicando semelhante histrionismo, desista!

Será melhor para todos!

E tenho dito! (ou escrito!)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um olhar do Paraiso

Depois de ver na TV, andei buscando material para escrever a respeito do filme “Um Olhar no Paraiso” – The Lovely Bones – EUA – 2009 – direção: Peter Jackson – elenco: Saoirse Ronan (Desejo e Reparação) é Susie Salmon (saoirse em irlandês significa liberdade), Rachel Weisz (a Evelyn de A Múmia) e Mark Wahlberg (Max Payne) como pais de Susie, Susan Sarandon (Thelma & Luise, O Óleo de Lorenzo, Um Amor de Verão), é a avó dela e Stanley Tucci (o Nigel de O Diabo Veste Prada) interpretando George Harvey, o assassino.


Sinopse: Em 6 de dezembro de 1973, Susie Salmon é estuprada e assassinada por seu vizinho, George Harvey, um assassino em série de jovens garotas e mulheres. Depois de um ano após a morte de Susie, seu pai começa a desconfiar do vizinho e começa a procurar por provas para incriminá-lo. Com o tempo, também sua irmã começa a desconfiar do Sr. Harvey. 

Susie não vai para o paraíso. Ela fica numa espécie de limbo e observa seu assassino. O motivo para a estada dela neste lugar intermediário entre a Terra e o paraíso é o fato de não ter se conformado com a morte e por desejar vingança contra o assassino que, depois de acabar com as pistas com êxito, se prepara para matar novamente. Susie luta para consumar o seu desejo de vingança contra Harvey e seu desejo de ver sua família se recuperar de sua perda.
Para minha surpresa só vi críticas duras, e quase todas mencionando o uso excessivo do visual. Pode ser ingenuidade minha, mas foi justamente o que mais me encantou no filme. A história é densa, em momentos chega a ser sufocante, mas o visual é simplesmente maravilhoso. Surpreende a cada tomada.
Há uma sequencia onde, após sua morte, Susie esta na praia, vendo garrafas com barcos montados em seu interior, navegando pelo mar, quando seu pai, em outra dimensão e num momento de desespero, começa a quebrar sua coleção de garrafas, Susie vê as garrafas se espatifarem nas pedras da praia.

Afinal, o que é o cinema senão uma história contada através de imagens. O que querem os críticos deste filme? Uma história contada através de palavras? Que leiam livros!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bang-bang do bom.

Dia destes, madrugada à dentro, falta de sono, dei de cara com um bang-bang. Este gênero nunca foi o meu predileto, mas também nunca o rejeitei. Estava bem no início, e o ator me chamou a atenção, Ed Harris (O Show de Truman, Pollock, Apollo 13). Isso significava que a produção era recente, ou pelo menos não era uma daquelas enfadonhas reprises. E com o passar do tempo fui vendo outros astros de primeira grandeza, como: Jeremy Irons (A Casa dos Espíritos, O Homem da Máscara de Ferro, Eragon), Renée Zellwegger (Bridget Jones, Miss Potter, Chicago) e ainda Viggo Mortensen (o Aragorn de O Senhor dos Anéis). O filme é Appaloosa, uma cidade sem lei.

A história se passa na cidade que dá nome ao filme, em 1882, onde um sacana de um fazendeiro rico, Randall Bragg (Irons), mata o delegado e seus auxiliares. O pessoal da cidade resolve então contratar o xerife Virgil Cole (Harris) que traz com ele seu companheiro Everett Hitch (Viggo). Eles acabam com a alegria dos arruaceiros de Bragg, mas depois são ameaçados pelo rancheiro. Em paralelo, o xerife se envolve com Allie French (Renée), que estava mais interessada em ter um homem do que ter o homem. Um dos empregados de Bragg aceita testemunhar contra o patrão e o rancheiro acaba sendo condenado à forca. Mas seus homens querem achar um modo de livrar o pescoço do chefe.

Com cenários deslumbrantes e diálogos de muito bom gosto, este filme foi uma grata surpresa para mim, e por isso recomendo. Traz boas mensagens de amizade sincera, integridade e simplicidade de vida, coisas raras hoje em dia. Mesmo se você, como eu, não é fã do gênero, vale a pena ver, pois a história poderia se passar em qualquer tempo e lugar.

Divirta-se.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Código de Hamurabi - Lei de talião - 1.780 aC. - 2001 e 2011.

Sou a favor da vida.

Em 11 de setembro de 2001, vendo todas as imagens daquela tragédia injustificável, dentre as que mais me chocaram, foi uma em que se viam pessoas comemorando o desastre, a morte. Incomodou muito ver seres humanos comemorando felizes a morte de outros seres humanos.


Nada justifica tirar a vida de alguém.

Agora, vejo novamente uma cena quase idêntica e continuo pensando o mesmo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

De Serenatas e Festivais

Era final dos anos setenta, início de oitenta, século passado. Eu fazia parte de um grupo de jovens cristãos que gostavam muito de música ouvida, tocada ou cantada. Creio que no início, o grupo reunia-se para tocar nas missas. Não estou certo, pois entrei na turma depois do time já formado. Mais precisamente, eu comecei a participar quando voltei a morar em São Carlos, vindo de Ribeirão Preto. Foi em uma serenata, em que um dos violeiros, meu amigo-irmão Zé Geraldo, estava com o braço gessado, e mesmo assim tinha que tocar. Eu acabei indo para dirigir (na época eu ainda nem arranhava as cordas do pinho), pois tocar violão com braço quebrado já era sacrifício suficiente para ele. E assim, poupando o Zé Geraldo da terrível tarefa de dirigir o carro dele, lá fui eu de motorista do Fusca marrom. E de serenata em serenata, a coisa ficando séria, ou melhor, de sério não havia nada, pois a gente se divertia muito. Dia das Mães, Ano Novo, ou qualquer outra data inventada como pretexto e estávamos nós, de instrumento em punho, disposição e, lembrando Buarque, “também sem a cachaça, ninguém segura esse rojão”. Daí em diante começou surgir outras idéias. Talvez embalados por uma tentativa de ressuscitar o sucesso dos antigos festivais de MPB da Record, havia festivais de música religiosa e outros de música laica. E nós participávamos de todos. Em Setembro de 1983, teve um festival no CAASO, Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira, da USP de São Carlos, chamado 1º. FESEM – Festival Secundarista de Música, onde inscrevemos três músicas e fomos premiados em duas. Fomos chamados depois para apresentar as músicas vencedoras na Escola Dr. Álvaro Guião, famoso Instituto, e não me lembro bem o motivo, mas teve até um cantor da cidade, chamado Zezinho Santilli, que nos convidou para acompanhá-lo nesta apresentação onde, depois da nossa, ele mostrou algumas de suas músicas gravadas.
O nosso conjunto tinha nome, era Grupo Tá Véia, num mal disfarçado cacófato, que designava a qualidade dos componentes da turma. A nossa música melhor colocada, 2º. Lugar, foi “O que seria do verde se todos gostassem do amarelo”, numa tentativa de pegar carona em músicas de nome comprido, como “Para não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, música banida pela ditadura, mas que todo jovem sabia de cor e cantava escondido da repressão. Mas somente o tamanho do nome da música era semelhante, pois a nossa era um samba que falava de parcerias impensáveis como Ovelha e Sergio Mallandro; sacaneava com Sidney Magal e com Neuzinha Brizola, neta do político. Dizia que ouvir o cantor Nahim era mais difícil que falar desindexação, palavra em voga naqueles tempos inflacionados. Mexia com a conjuntura da Gretchem e terminava propondo fazer sabão dessa tralha toda, para elevar o nível da música brasileira. O refrão era uma homenagem ao locutor esportivo Osmar Santos, e dizia “Tchaca tchaca na butchaca, tchirulirulirulá. Oh! Como está a parada popular.” Já a outra classificada em 4º. Lugar era uma baladinha romântica, chamada “Desancorar”, bem mais séria e menos contestadora que a outra. A não classificada foi o samba-canção com um não sei quê de bossa-nova, “Jeito de Amar”. Havia também “Olha”, “Salário Mínimo”, “Canção do Laiá-laiá” e tantas outras que não me recordo. Tudo com muito bom gosto, sinceridade e até uma dose de ingenuidade. Tal como deve ser a vida. A todos os componentes do Grupo Tá Véia, meu muito obrigado e meu saudoso abraço.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Notas de antanho

Este post começou como um comentário que fiz no blog de um amigo de longa data (gibaitu.blogspot.com) que escreve sobre o livro de Daniel Filho e de suas lembranças da época do Ultraman. Achei que devia estender um pouco mais o tema e aqui o faço. De igual modo, também vivi o mundo das televizinhanças. Só fui ter uma TV em casa, depois da Copa de 70, a do tri. Naquela época eu via Vigilante Rodoviário, Carlos, que muito antes de Nascimento, foi nosso herói policial brasileiro. Cisco Kid, Zorro (o de capa e espada) e o Zorro (amigo do Tonto - que tempos depois vim saber que o nome era Cavaleiro Mascarado). Depois vieram Batman, Mulher Maravilha, Cyborg, Capitão América, e outros heróis. Via os Três Patetas, humor inocente e repetitivo, que tanto nos fazia rir. Era um tempo maravilhoso. Ah! Também vi um "milagre" que me deixou em êxtase. Fã que era de ficção científica, vi o primeiro humano pisar na Lua. Talvez hoje seja pouco, mas em 1969 era o futuro que chegava. Fiquei sem entender quando vi interrompida a transmissão de uma notícia em edição extra-ordinária, a Revolução dos Cravos em Portugal. Era 1974, e só depois soube que havia sido censura, aquilo que achei que era uma simples "perdoe a nossa falha".
No jornalismo, Assisti o Repórter Esso e vi Heron Domingues anunciar a renúncia de Richard Milhous Nixon. Não posso me esquecer da dupla Cid Moreira e sua loirice indefectível, com Sergio Chapelin, de longas madeixas, como ditava a moda de antanho. Vi novelas inocentes como A Moreninha, Uma Rosa com Amor e outras menos inocentes como Bandeira 2, O Bofe, O Rebu, todas estas com o inoxidável Ziembisnki. Também vi Gabriela, Saramandaia (post anterior) e outras. Vi A Muralha, na exibição de 1968 (a primeira foi em 1961, mas do berço eu não conseguia ver). Lembro-me do trecho da música de abertura de Shazan, Xerife & Cia, fazendo estripulias em sua Camicleta. “Hei Shazan, herói de revista em quadrinhos...”. Também nessa época aprendi que “não existe nada mais antigo, do que cowboy que dá cem tiros de uma vez. A vó da gente deve ter saudade do sing pow, do cinto de inutilidade...”
E as propagandas? Ou devo dizer reclames? Se estava frio eu ouvia: “-Quem bate? É o frio! Não adianta bater, que eu não deixo você entrar.  As Casa Pernambucanas é que vão, aquecer o meu lar. Vou comprar flanelas, lãs e cobertores eu vou comprar. Nas Casas Pernambucanas e nem vou sentir, o inverno passar.” Ou a outra: Tá na hora de dormir, não espere mamãe mandar. Um bom sono prá você e um alegre despertar (Cobertores Parayba). E sempre soube que: Juquinha quando está chupando bala, não fala. Não fala, não dá bola nem dá bala. E logo vinha a concorrente: Roda, roda, roda baleiro atenção. Quando o baleiro parar ponha a mão. Pegue a bala mais gostosa do planeta, não deixe que a sorte se intrometa. Bala de leite Kids, a melhor bala que há. Bala de leite Kids, quando o baleiro parar. Fiquei sabendo também que: Depois de um sono bom, a gente levanta, toma aquele banho, escova o dentinho. Na hora de tomar café, é Café Seleto, que a mamãe prepara, com todo carinho. Café Seleto tem sabor delicioso, cafezinho gostoso, é o Café Seleto. Café Seleto tem sabor delicioso, cafezinho gostoso, é o Café Seleto. Café Seleto. Se ia na “casinha”, logo me lembrava de uma menina cantando: Primavera, Primavera, sou a menina Primavera. Meu papel é trazer a você. O papel, o papel Primavera. Primavera é super macio. Primavera, papel Primavera. E com perdão do trocadilho, os anos não me fez esquecer que este papel era cor-de-rosa, e de macio não tinha nada. Já na hora de tomar o café da tarde, tinha uma Groselha Vitaminada Milani, iahuu, No leite, no refresco e no lanche. Prá tomar a toda hora na sua casa, na festinha, na merenda. Tudo fica uma delícia, guarde o nome e não se engane. Groselha Vitaminada Milani, também no sabor Morango e Framboesa, iahuuuu. Em ritmo de rock, eu via A pulguinha dançando iê-iê-iê.O pernilongo mordendo meu nenê. E o dia inteiro a traça passa, a roer, a roer. Nessa festa preciso por um fim. Vou chamar DDDrin, DDdrin, e os passeios da barata pela casa vão ter fim. DDDrin, DDDrin, D-D-Drin. Pela manhã, escova os dentes com Kolynos, Ahhh. Até tentaram me dar, mas nunca consegui comer Cremo, Cremo, Cremo Cremogema. É a coisa mais gostosa desse mundo. Eu esqueço a boneca. Eu esqueço a minha bola, quando tomo Cremogema.
Até hoje fico em dúvida a respeito, mas quem sabe... -Você tem cinco segundos pra responder. Adivinha o que brilha mais: o assoalho da mamãe ou o sapato do papai? Odd. Eu não me lembro da voz dela, mas dos seus cabelos, quanta diferença! Graças aos Shampoos Colorama, um produto Bozano. Em latim alguém avisava que Dura Lex, Sed Lex, no cabelo só Gumex. E aquele puxa-saco do Fernandinho, usando a mesma camisa USTop do chefe. Sem contar que usei Conga, Bamba Maioral e Ki-Chute. Sapato Vulcabrás, Calça Topeka e Camisa de anarruga. Bem, melhor parar por aqui, mas tem assunto para mais e mais história. Tudo direto do Túnel do Tempo.
Essas lembranças não seguiram nenhuma cronologia, foram sendo anotadas a medida que a memória ia puxando. E tudo isso culpa de quem?  Do Giba! Quem mandou puxar minhas lembranças.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ficção brasileira

Na era dos lobisomens, crepúsculos e luas novas, me lembrei de um folhetim brasileiro, apresentado por duas vezes na televisão, cujo enredo trazia personagens e estórias prá lá de esquisitas e sobrenaturais, tais como: um pacato cidadão que possuía asas; um coronel que soltava formigas pelo nariz; uma senhora que, de tanto comer, explodia; outro que ao se emocionar, ameaçava cuspir o coração; uma dama da noite que quando excitada, ficava em brasa, literalmente, queimando tudo em que encostava; e um professor que, se não bastasse virar lobisomem, há anos não dormia e em suas andanças noturnas, jurava ter ser encontrado com personagens históricos, como D. Pedro I e Tiradentes.
Embalada por trilhas marcantes como: “Pavão Mysteriozo” (assim mesmo, com y e z – era o tema de abertura), de Ednardo (?), “Canção da Meia-Noite”, dos Almôndegas (??), “Caso Você Case”, com Marília Barbosa (+?-) e ainda, “Sou Estopim”, interpretado por Sonia Braga (sim, e mandava bem) que também era uma das moças do cabaré (e mandava melhor ainda). Além destas, haviam também outras cobras da MPB, como: Geraldo Azevedo (“Malaksuma” e “Juritis Borboletas”), Ney Matogrosso (“Prá Não Morrer de Tristeza”), Alceu Valença (“Borboleta Sabiá”), Gilberto Gil (“Jeca Total”), Fafá de Belem (“Xamêgo”) e os Luizes Gonzagas, o pai (“Capim Novo”) e o filho (“Chão Pó Poeira”).
Correndo o risco de revelar a idade, se você disse “Saramandaia”, já revelou. Mostrada a primeira vez em 1976 e a outra em 1983, ao redor de uma tema político – a troca do nome da cidade de Bole-Bole para Saramandaia – os atores iam revelando seus talentos, mostrando os personagens meio realistas meio fantásticos. Juca de Oliveira dava vida ao alado João Gibão. Antonio Fagundes estreava na Globo, interpretando Lua Viana, o prefeito, que era casado com Zélia, Yoná Magalhães. A musa Sônia Braga, era Marcina. Ary Fontoura era o lobisomem professor Aristóbulo. Castro Gonzaga era o coronel, nariz de formigueiro, Zico Rosado. Wilza Carla era a Dona Redonda, que explodiu de tão gorda. A inesquecível Dina Sfat, era Risoleta, dona da casa da luz vermelha, disposta a tudo para uma noite de amor com o lobisomem. Além destes, também fizeram parte do elenco: Milton Moraes, Sebastião Vasconcelos, Carlos Eduardo Dolabella (pai do dublê de badboy Dado Dolabella), Eloísa Mafalda, Natalia do Vale, Pedro Paulo Rangel, José Augusto Branco, Brandão Filho e muitos outros. Não esquecendo a participação especial de Tarcísio Meira, como D. Pedro I e Francisco Cuoco, como Tiradentes.
O autor Dias Gomes, era originalmente do teatro e teve várias peças censuradas no regime militar. Conta-se que foi demitido da Radio Nacional, por ser comunista. Começou na Globo após isso, e fez diversas novelas de sucesso, das quais destaco: O Bem Amado, de 1973. O Espigão, de 1974. A primeira versão censurada de Roque Santeiro, em 1975. Fez também minisséries, destacando: O Pagador de Promessas, As Noivas de Copacabana e Dona Flor e seus dois Maridos. Foi casado com a também novelista, Janete Clair, tendo sido vítima de uma brincadeira que se dizia que ele não era o melhor novelista nem na casa dele. Aproveitou alguns de seus sucessos televisivos e andou passeando também pela literatura. Tomou posse da cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras, cujo ocupante hoje é Paulo Coelho. Morreu em São Paulo, vítima de um acidente automobilístico em 1999, durante a preparação da minissérie “Vargas”, baseada em uma de suas peças de teatro.
É sempre prazeroso lembrar os personagens desta novela. Na minha opinião, a ficção de Saramandaia era muito melhor que muita coisa que se propõe a ser real, hoje em dia.