O primeiro computador que tive acesso, para poder mexer mesmo, foi um
TK-82-C, graças à aquisição feita por Antonio José dos Santos, um companheiro de muitas horas
que, de alguma forma, já vislumbrava o futuro.
Ao ligar, na tela da TV aparecia um cursor, ou seja, um retangulozinho
piscando, que era o “prompt”. Este computador tinha uma incrível memória de 2 kb.
Isso mesmo, 2 kbytes. Para comparar, hoje um DVD de 4,7Gb poderia conter o
equivalente a 2.350.000 TK. Algum tempo depois, esses 2 kbytes ficaram
insuficientes, e foi então necessário usar a possibilidade de instalar uma
expansão para 16 kbytes. Hoje qualquer celular, do mais simples, tem memória de
16 Gb e é, portanto, 500 mil vezes maior que o TK-82-C expandido.
Tínhamos que aprender a linguagem Basic, para poder programar algo. Mas
esta linguagem era bastante acessível, visto que se assemelhava a comandos
inteligíveis como: PRINT, FOR – NEXT, IF – THEN – ELSE, GOTO, GOSUB, e tantos
outros, sempre em inglês, óbvio.
A opção era uma linguagem chamada Assembler, que consistia um amontoado
de hexadecimais, extremamente difícil de aprender: 0A 12 B2 4C, FF 1B E4 28 e
por aí vai.
Nessa época, também vendido pela Microdigital, surgiu o TK-83 (http://www.marceloeiras.com.br/museu/propaganda_tk90.htm)
e o TK-85 (http://www.mci.org.br/micro/microdigital/tk85.html)
com inacreditáveis 64 kb
de memória. Apareceram por aqui também o Apple II (http://oldcomputers.net/appleii.html)
e o “nacional” CP-500 (http://www.museudocomputador.com.br/cp500.php).
Sabíamos que estávamos
muito atrasados em relação a outros países, também na computação, mas mesmo
assim era tudo uma grande e deliciosa novidade.
Por volta de 1984 ou 1985, minha irmã, Maria Tereza, comprou um TK 2000
II (http://www.bojoga.com.br/2010/01/17/tk-2000/), com 64 kb de memória e,
acreditem, era colorido! Isto é, se fosse ligado a uma TV colorida. Se já era
difícil ter uma TV disponível para ligar um computador, imagine se era a colorida.
Preciso reconhecer que me apossei descaradamente do computador da minha irmã, e
lá fui eu fazer mais joguinhos (Desculpe-me Tê, e muito obrigado). Mas, sem me
dar conta, estava desenvolvendo minha capacidade lógica. Algo que me ajuda
profissionalmente até os dias de hoje.
Em casa, fizemos muitos joguinhos para usar o que havíamos aprendido em
Basic. E foi muito interessante, quando me deparei com um Apple II no
laboratório de testes da Pereira Lopes, empresa que eu trabalhava. Graças a
outro companheiro, o Sidney Morelli, ter convencido o chefe dele que, se
comprasse um computador pessoal, poderia fazer o monitoramento 24 horas de
alguns testes de geladeiras. (O Ney que me perdoe se estou enganado a este
respeito).
E da produção de joguinhos, conheci e passei a usar
ferramentas como Lotus 1-2-3, Wordstar e poucos outros programas disponíveis,
mas aí vieram os “poderosos” PC-XT (http://be8bits.com/?p=147),
PC-AT 286, 386, 486 e finalmente “Pentium”, e com eles a estratosférica gama de
programas que é impossível conhecermos todos.
Ok, chega de saudosismos e naftalina, mas as vezes me pego pensando: E como será o computador do futuro?
Como este da foto?
Ou talvez como este do vídeo?
Ou seria melhor questionar: Haverá computador?






Um comentário:
Amigão gostei dessa história do computador, só me lembro do "jogo de tabuada" que você "desenvolveu", também me lembro do primeiro laptop que você levou pra casa, foi nele que aprendi a fazer animações no power point, foi desde do primeiro contato com ele que eu sempre tive vontade de ter um... Lembro também dos dias que nós passamos jogando "The Dig" sem instruções até você pegar elas na internet lá da Coca de Sorocaba e do primeiro e-mail que foi você também criou pra mim no zipmail, o pior que não lembro do login, a senha até lembro... Acho que poderíamos refletir também "O que seria de nós sem o computador?"... Abraços do seu Amigão
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