
Ontem à noite revi o premiadíssimo clássico “
O Silencio dos Inocentes” (“The silent of the Lambs” – EUA – 1991). Em uma magnífica interpretação do britânico naturalizado americano, Sir Philip
Anthony Hopkins, em papel que lhe deu o Oscar de Melhor Ator, viveu o que seria o início de uma série de filmes a respeito do canibal Hannibal Lecter. Personagem criado por Thomas Harris e imortalizado no cinema por Joannathan Demme. Hopkins é parente distante de Richard Burton, que o influenciou na decisão de ser ator. Contracenando com ele,
Jodie Foster dando vida à agente especial do FBI, Clarice Starling, papel de que deu a ela o Oscar de Melhor Atriz. Jodie iniciou sua carreira artística fazendo comerciais da Coppertone, quando tinha apenas três anos de idade. Na infância fez vários filmes da Disney e aos quatorze anos chegou à fama
em Taxi Driver, de Martin Scorsese, dividindo a tela com ninguém menos que Robert De Niro. Poucos anos depois, a tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, baleado por um psicopata chamado John Hinckley, lhe causaria um grave conflito emocional e psicológico, com a revelação feita por Hinckley de que o ato visava chamar a atenção de Jodie, por quem era platonicamente apaixonado e a quem seguia de longe há meses no campus da Universidade de Yale, onde ela estudava, e que havia assistido Taxi Driver por mais de quarenta vezes apenas para vê-la na tela.

O Silencio dos Inocentes, também recebeu o Oscar nas categorias de Melhor Filme (Edward Saxon, Kenneth Utt e Ronald M. Bozman), Melhor Diretor (Jonathan Demme) e Melhor Roteiro Adaptado (Ted Tally), além de ter sido também indicado nas categorias de Melhor Edição (Craig McKay) e Melhor Mixagem de Som. No filme seguinte da série, Clarice passa a ser interpretado por Julianne Moore, infelizmente.

Cada vez que assisto este filme, descubro uma novidade, que passou despercebido nas vezes anteriores que vi. Nesta, foi no final, já na apresentação dos créditos. Depois de uma seqüência extremamente tensa, na escuridão do porão de Buffalo Bill, o serial killer caçado por Clarice, o filme parece terminado quando ela recebe a ligação do Dr. Lecter, que aparece livre nas ruas do Haiti, indo atrás do crápula do Dr. Chilton. A novidade é que a rua mostrada, poderia ser de qualquer uma das cidades praianas do nordeste, o que reforça as palavras de Caetano, de que o Haiti é aqui.